quarta-feira, 9 de maio de 2018

APENAS UMA REFLEXÃO SOBRE (R)EVOLUÇÃO HUMANA



O processo inicial da leitura é baseado na construção do saber individualizado de cada ser humano. A prática deste ato não veicula apenas palavras escritas em um papel ou até mesmo uma imagem interpretada naquele contexto ilustrativo, mas no processo desenvolvido nas experiências em que o leitor construiu durante sua trajetória de vida. Por isso a experiência letrada é diversa para cada componente que aventura-se no sentido real da leitura. O letramento é o objeto de ensino para a construção do primordial instrumento de formação de leitores e esta atividade  pode ser iniciada mesmo antes da escola. Ela é portadora de características que ensejam o despertar da prática da leitura na qual estes fatores desenvolvem o processo de comunicação, de conhecimento, de interatividade, e a escrita, que pressupõe da importância do ato de ler, para o desenvolvimento do ser humano. Neste sentido, estimular a leitura nas crianças, é de suma importância para a construção do aprendizado, despertando pequenos estímulos de conscientização e aprimoramento para refletir na constituição da escrita e no modo de influenciar na comunicação do leitor pelo hábito da leitura. A leitura é necessária para a realização de diversas tarefas e em qualquer situação ela é de extrema importância, inclusive na escola, em todas as disciplinas. Sem falar que na prática da leitura é que se adquire conhecimento, consequentemente se conecta ao mundo. Há um componente social no ato de ler. Lemos para nos conectarmos ao outro que escreveu o texto, para saber o que ele quis dizer, o que quis significar. Mas lemos também para responder às nossas perguntas, aos nossos objetivos. E praticar a leitura é um exercício para que esses objetivos sejam bem definidos. Diante dessa afirmação, a leitura pode mudar o mundo, dependendo do nível de curiosidade do leitor, que seguirá reformulando seus próprios objetivos em meio às informações encontradas.


"A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta, não possa prescindir da continuidade da leitura daquela. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto."
PAULO FREIRE

Por isso eu acredito que a aproximação da criança com os livros deve acontecer como a aproximação com os brinquedos: ver, tocar mãos e pés, levar à boca... Primeiramente, uma relação lúdica, de brincadeira mesmo. A criança precisa sentir e gostar do livro. Depois, a relação se estreita pela experiência que o ser humano vai adquirir com ele. Só assim, os indivíduos deixarão de ser apenas um número a mais nas pesquisas e estatísticas para serem cidadãos capazes de respeitar direitos, cumprir deveres, reivindicar melhorias, preservar e transmitir cultura, enfim, construir a história e construírem sua formação social.




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