![]() |
| Manuela |
"E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?" José Saramago – A Maior Flor do Mundo
A formação de uma sociedade leitora não constitui uma tarefa fácil, pelo menos no contexto brasileiro, no entanto, manifesta-se como uma necessidade fundamental para o desenvolvimento individual e social do ser humano, o que provoca, por decorrência, o compromisso do Estado e das instituições a ele vinculadas, como também de outras organizações na tentativa de viabilizar práticas que fomentem o incentivo à leitura. Constatamos, por meio dessa reflexão, que a leitura exerce interferência na formação instrutiva do indivíduo, não se restringindo, apenas, ao processo de alfabetização e letramento, mas consolidando-se como uma prática social que intervém na formação crítica e capacidade interventiva do sujeito em sua realidade. Sendo assim, a leitura deve extravasar as práticas educativas e se manifestar como um ato que viabiliza a transformação pessoal quanto social, a qual garante o exercício da cidadania.
![]() |
| Sofia, Rafael e Camili |
Considerando
os desafios enfrentados, as conquistas alcançadas e as expectativas
contempladas nas práticas de incentivo até então realizadas no Brasil, essa
discussão nos permite constatar que a nação brasileira, somente atingirá o
status de sociedade leitora quando houver conscientização e propagação do papel
da leitura no desenvolvimento individual e social. Além disso, deve haver ações
e união de esforços, por meio da participação de todos os elementos sociais,
realizando atividades que despertem o gosto pela leitura entre todos os grupos
da sociedade, especialmente nas crianças. Mediante o engajamento e trabalho
conjunto, programas e ações tenderam a serem cumpridos por meio das ações
práticas que permeiam o cotidiano de toda a sociedade brasileira. Evidencia-se
que, manifestando-se uma sociedade leitora, aumenta-se a participação social, o
engajamento das classes sociais na busca por melhores condições de vida, de
mudança da realidade, o que desencadeia, como consequência, a formação de uma
sociedade mais justa, igualitária e libertadora para todos.
![]() |
| Alice |
Essa discussão nos instiga a desenvolver pesquisas empíricas, de modo a investigar o posicionamento e percepção das diversas instituições ligadas ao governo, ou outras organizações do ramo privado, acerca do que vêm realizando em prol do fomento à leitura. Além disso, desperta-nos o interesse em analisar a percepção e a contribuição dos diversos profissionais engajados com as causas sociais que podem oferecer à propagação da leitura na sociedade.
![]() |
| Helena e Manuela |
"Ele puxou a tampa da lata com mão direita e o curió começou
a cantar. - Tem passarinho aí dentro... puxa vida, como é que ele não morre? -
Não morre porque não tem passarinho aqui dentro. É só o canto dele. Eu trago
para me distrair porque não posso trazer a gaiola aqui pra praça. (...) - Claro
que o senhor é mágico. Como pode uma pessoa guardar canto de curió dentro de
uma lata? - Engano seu – disse Seu Pantaleão. – Dentro da lata não tem canto de
curió. O curió está dentro de cada um. Basta alguém se concentrar num curió que
pode ouvir o seu canto; basta se concentrar numa árvore para sentir seu aroma e
o vento balançando suas folhas. O curió é o coração das pessoas. A lata é só o
disfarce. - Ah bom – disse Tonho. - Mas se você quer saber de uma mágica
maravilhosa, basta olhar em volta. A maior mágica que existe é a vida".
Sergio Caparelli - Os Meninos da Rua da Praia
![]() |
| Sofia, Rafael e Camili |










