segunda-feira, 23 de abril de 2018

NOSSO PRIMEIRO DIA DO LIVRO



O real significado de um texto escrito não se encontra nas palavras e no pensamento do escritor, mas na compreensão de seu leitor e na interação que surgirá entre eles. Para o verdadeiro leitor, um texto não terá significado similar ao que apresenta pura e simplesmente. Para o leitor existe a dimensão que se concretiza na escrita, coexistindo em aprimoramento visual, de forma sutil e quase tátil, permitindo a ele descobrir os sentidos plantados nas entrelinhas. O leitor deverá ser capaz de extrair da leitura diferentes acepções ao interpretar o universo escrito, incluindo-se em um contexto reflexivo em que vivências diferentes do autor e do leitor se contextualizarão em simbologias não necessariamente idênticas. 

Tão importante quanto formar bons leitores, será o desafio dos mediadores em sensibilizá-los para a grandeza da leitura. 

Cabe aos mediadores pensar a leitura, basicamente, em relação ao fato de que esta concede ao ser humano a tomada da consciência, status essencial ao cotidiano. Dessa forma, A SUA PANACEIA deve propiciar condições adequadas para que tais convívios ocorram, com a finalidade de proporcionar aos seus leitores e membros, aprimoramento na construção do conhecimento.
Conceber a leitura como um dos pilares básicos da educação é assumir, instantaneamente, o componente popularizante que ela representa frente aos impactos sociais, humanos e tecnológicos. 
Para que o ato de ler não se torne intransitivo e inexplicável, ascendemos novos patamares de leitura a fim de se configurar, no atual cenário desolador da educação, relevante trajetória vitoriosa. Preocupar-se com a leitura realizada por crianças, jovens e adultos é, acima de tudo, ater-se a não negligenciar princípios e traços dos atributos literários, estéticos e artísticos encontrados nas narrativas. Relacionar temas presentes e objetivos, ajusta e oferece peculiaridades e elementos indissociáveis que somente a leitura resguarda. Tais elementos servirão de alicerces para compreender, interpretar, produzir e recriar a partir de uma nova conjuntura.
Nestas condições nos cabe conferir que toda narrativa possui diversos segmentos de entrada e saída relativos à leitura. Tais fundamentos fornecem subsídios necessários ao leitor, permitindo-lhe que percorra diversas direções, nem sempre previsíveis ou tampouco sistematizadas, mas providas de perspectivas passíveis de entendimento, os quais o colocarão em posição de sujeito-leitor-ativo. Essa alternativa produzirá sentido à criança, por exemplo, conferindo-lhe uma relação dinâmica entre construir e formular significação acerca da leitura inteligível, interpretável e compreensível. É preciso compreender a leitura como elemento fundamental para a aproximação do leitor com o mundo que o cerca e que esta prática proporcionará o alargamento das possibilidades para sua efetivação. Abordar a leitura como finalidade geradora de perspectivas é proporcionar parcerias importantes que viabilizam o diálogo entre leitor e autor. 
Fica claro, em nível de conclusão, que é perfeitamente possível aceitar o fato de que dominar o saber e qualquer informação eloquente fundamenta-se na decorrência da introdução da narrativa em suas variadas formas de expressividade independente da capacidade de inteligibilidade, material utilizado e estratégias persuasivas para a mediação da leitura, sendo esta introdução de total e irrevogável cumplicidade na redefinição da caminhada e descoberta da comunicabilidade social, cultural e pessoal humana.

Bem-vindos ao A SUA PANACEIA, leia-se CURA PARA TODOS OS MALES.